Olá mamãs e seguidoras.
Hoje venho falar de um assunto particularmente meu, mas que iniciou na gravidez, a hipocondria.
Para quem não sabe o que é a hipocondria é associada a alguém que tem medo de doenças, de apanhar uma doença e basta até cismar nela que começa a ter os seus sintomas... As pessoas que vive com esta doença, vivem aterrorizadas, eu pelo menos vivia assim e foi assim que passei parte da minha gravidez.
Custou-me muito, sofri muito.
Sair de casa para mim era uma luta, tocar nas coisas ou falar com as pessoas também.
Sempre que tocava em algo, ia em seguida lavar as mãos e mesmo assim cismava nisso. Quando alguém falava comigo eu ficava pasmada a olhar para a pessoa para ver se não tinha cortes ou se não estava doente.
Sempre que ia à médica me queixava de algo, pedia para fazer exames para ver se estava tudo bem comigo e com o meu filho. E com o tempo foi dado o diagnóstico: hipocondria.
Confesso que não gozei parte da minha gravidez, por causa da hipocondria.
Sempre pensei que quando o meu filho nascesse tudo fosse melhorar, mas pelo contrário...
Nos primeiros dias correu tudo bem, mas depois continuou. As pessoas vinham ver o meu pequenino e eu ficava com 20 olhos em cima delas, para ver se lhe tocavam e quando isso acontecia eu ia logo limpar-lhe a cara ou fosse o que fosse.
Dava por mim a olhar para ele e a chorar, a chora com medo. Com medo de ficar doente e morrer, com medo de deixá-lo e não o ver crescer, com medo de não acompanhar cada passo dele, cada nova aprendizagem, com medo da hipocondria. Principalmente com medo que a hipocondria tomasse conta de mim.
Ainda houve quem gozasse com isso, quem se ri-se, mas com o tempo viram a gravidade da situação e que não era só uma birra minha.
Foi uma das piores fases da minha vida! Agora, está quase curada... Mas ainda há dias em que fico cismada com alguma coisa. Tive que recorrer a ajuda médica para que isto melhorasse e não é vergonha nenhuma ao contrário do que eu pensava. É saber que não estamos bem e que precisamos de ajuda, de alguém que saiba como lidar com isto.
Como podem ver, nem tudo é fácil, nem tudo é um mar de rosas, às vezes o que parece estar bem, não está. É preciso ter muita força de vontade para lutar contra isto e a ajuda dos familiares é sempre importante.
E eu, vou enfrentar um grande desafio que para mim sempre foi um sonho, continuar o meu curso de bombeira, aquilo que sempre gostei de fazer, ajudar as pessoas.
Desisti a meio por causa de engravidar, não podia fazer esforços, então decidi parar, mas agora quero voltar e acabar aquilo que comecei.
No fundo também será uma luta constante contra a hipocondria, que aos poucos vai-se tornando irrelevante na minha vida, embora esteja sempre presente.
Um beijinho a todas. s2
Hoje venho falar de um assunto particularmente meu, mas que iniciou na gravidez, a hipocondria.
Para quem não sabe o que é a hipocondria é associada a alguém que tem medo de doenças, de apanhar uma doença e basta até cismar nela que começa a ter os seus sintomas... As pessoas que vive com esta doença, vivem aterrorizadas, eu pelo menos vivia assim e foi assim que passei parte da minha gravidez.
Custou-me muito, sofri muito.
Sair de casa para mim era uma luta, tocar nas coisas ou falar com as pessoas também.
Sempre que tocava em algo, ia em seguida lavar as mãos e mesmo assim cismava nisso. Quando alguém falava comigo eu ficava pasmada a olhar para a pessoa para ver se não tinha cortes ou se não estava doente.
Sempre que ia à médica me queixava de algo, pedia para fazer exames para ver se estava tudo bem comigo e com o meu filho. E com o tempo foi dado o diagnóstico: hipocondria.
Confesso que não gozei parte da minha gravidez, por causa da hipocondria.
Sempre pensei que quando o meu filho nascesse tudo fosse melhorar, mas pelo contrário...
Nos primeiros dias correu tudo bem, mas depois continuou. As pessoas vinham ver o meu pequenino e eu ficava com 20 olhos em cima delas, para ver se lhe tocavam e quando isso acontecia eu ia logo limpar-lhe a cara ou fosse o que fosse.
Dava por mim a olhar para ele e a chorar, a chora com medo. Com medo de ficar doente e morrer, com medo de deixá-lo e não o ver crescer, com medo de não acompanhar cada passo dele, cada nova aprendizagem, com medo da hipocondria. Principalmente com medo que a hipocondria tomasse conta de mim.
Ainda houve quem gozasse com isso, quem se ri-se, mas com o tempo viram a gravidade da situação e que não era só uma birra minha.
Foi uma das piores fases da minha vida! Agora, está quase curada... Mas ainda há dias em que fico cismada com alguma coisa. Tive que recorrer a ajuda médica para que isto melhorasse e não é vergonha nenhuma ao contrário do que eu pensava. É saber que não estamos bem e que precisamos de ajuda, de alguém que saiba como lidar com isto.
Como podem ver, nem tudo é fácil, nem tudo é um mar de rosas, às vezes o que parece estar bem, não está. É preciso ter muita força de vontade para lutar contra isto e a ajuda dos familiares é sempre importante.
E eu, vou enfrentar um grande desafio que para mim sempre foi um sonho, continuar o meu curso de bombeira, aquilo que sempre gostei de fazer, ajudar as pessoas.
Desisti a meio por causa de engravidar, não podia fazer esforços, então decidi parar, mas agora quero voltar e acabar aquilo que comecei.
No fundo também será uma luta constante contra a hipocondria, que aos poucos vai-se tornando irrelevante na minha vida, embora esteja sempre presente.
Um beijinho a todas. s2


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